
A moeda norte-americana caiu 0,39%, cotada a R$ 5,6833. Já o principal índice da bolsa de valores encerrou com um avanço de 0,68%, aos 131.147 pontos.
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O dólar inverteu o sinal e fechou em queda nesta terça-feira (1º), cotado a R$ 5,68. O mercado repercutiu indicadores econômicos e de postos de trabalho nos Estados Unidos, enquanto seguia à espera do detalhamento das tarifas recíprocas do presidente americano Donald Trump.
O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, encerrou em alta.
Dados divulgados nesta terça mostram que a indústria dos EUA contraiu em março, após dois meses de expansão. O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial caiu de 50,3 para 49,0, segundo o Instituto para Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês).
Além disso, o relatório Jolts apontou que as vagas de emprego em aberto nos EUA caíram em fevereiro, uma vez que a crescente incerteza sobre a economia devido às tarifas sobre as importações reduziu a demanda por mão de obra, disse a Reuters.
O número foi de 7,762 milhões em janeiro para 7,568 milhões no último dia de fevereiro, informou o Departamento do Trabalho.
Investidores também se preparam para uma explicação de Trump sobre como vão funcionar, de fato, as “tarifas recíprocas” que serão aplicadas a partir desta quarta-feira (2) sobre diferentes países que importam produtos para os EUA.
Trump tem chamado a data de “Dia da Libertação” porque, segundo ele, esse será o dia em que o conjunto de taxas libertará os EUA de produtos estrangeiros.
A imposição de tarifas de importação é uma das principais promessas de campanha do republicano. Desde que assumiu o atual mandato, ele já decretou tarifas sobre grandes parceiros comerciais, como México e Canadá, além de impor ou ameaçar colocar taxas sobre produtos específicos, como aço, alumínio, automóveis e produtos agrícolas.
O grande temor do mercado é que o tarifaço inicie uma guerra comercial generalizada pelo mundo, em que outros países também elevem suas taxas em resposta às decisões do presidente americano.
No Brasil, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou nesta terça um projeto que cria mecanismos e autoriza o governo a retaliar países ou blocos que imponham barreiras comerciais a produtos brasileiros.